Didática e as experiências de sala de aula: uma visão pós-estruturalista

Alfredo Veiga Neto

Resumo


A partir de um ponto de vista que se coloca "de fora" do enquadramento iluminista, este artigo discute as diferenças e as limitações dos dois principais paradigmas segundo os quais, há várias décadas, vêm se articulando os discursos pedagógicos que tratam da Didática - o paradigma tecnicista e o paradigma crítico. Isso não é feito com o objetivo de apontar suas falhas ou suas inconsistências, mas para que, mostrando aquilo que têm em comum -justamente a aceitação das metanarrativas básicas da Modernidade-sirvam de contraste às possibilidades que advêm de uma perspectiva pós-estruturalista. Ao dispensar aquelas metanarrativas e ao assumir o caráter discursivo da realidade, a crítica pós-estruturalista coloca tudo sob "suspeita", submetendo até ela mesma ao constante escrutinio daquilo que diz e pensa; assim sendo, trata-se de uma hipercrítica que amplia e radicaliza a ação politica. Disso resultam conseqüências epistemológicas e pedagógicas importantes, que podem contribuir para novos entendimentos acerca de nossas práticas educacionais em sala de aula, sem o que será mais diflcil, senão impossivel, alterá-las no sentido de tomá-las mais justas e produtivas.


Palavras-chave


Crítica pós-estruturalista, Tecnicismo, Teoria Educacional Crítica

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Direitos autorais 2017 Alfredo Veiga Neto

Educação & Realidade - ISSN 0100-3143 (impresso) e 2175-6236 (online)

 

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