A Captura da Diferença nos Espaços Escolares: um olhar deleuziano

Guillermo Ríos

Resumo


O propósito deste ensaio é o de explorar alguns dos dispositivos instalados nos espaços escolares que atuam na captura do diferente. Pois pensamos que é nesse jogo de localizações que os currículos escolares têm "normalizado" a diferença, impondo uma versão única do que implica devir criança, aprendizagem, cultura. Um claro exemplo disso é a difundida afirmação "mentes sãs em corpos sãos", instalada como o enunciado que mais tem insistido no esforço por calar as vozes da diferença. Esse silenciamento é o resultado de um desenvolvimento despótico do poder que tem imposto uma única maneira de ser educado e sadio. Apesar dos silenciamentos, dos estigmas, das injúrias das últimas décadas, esse "buraco negro" tem sido interpelado pela irrupção de diferentes modos culturais e sociais, bem como pelas diferentes maneiras de viver a identidade. É nesse "para além" dos muros escolas que irrompe outra maneira de nomear a diferença, ameaçando des-organizar esse cenário escolar, infiltrando-se nesses espaços, fazendo ruído e desfigurando as inscrições no muro branco. É nessa direção que somos ad-vertidos pelas vozes de Gilles Deleuze, quando ele nos introduz nos múltiplos devires da máquina de captura.

Palavras-chave


educação, infância, captura, diferença.

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