A SENSIBILIDADE SECULAR DA POLÍTICA BRASILEIRA

Eduardo Dullo, Rafael Quintanilha

Resumo


A religião vem se consolidando como um tema de controvérsia e manifestação nas eleições brasileiras das últimas décadas. Apesar disso, os pesquisadores têm se mantido restritos aos agentes religiosos, ignorando a sua contraparte relacional, isto é, os agentes que questionam ou rejeitam a presença religiosa na política eleitoral. Este artigo pretende discutir as críticas feitas ao pertencimento religioso da candidata Marina Silva, sobretudo pela via do humor, como uma maneira de acesso à sensibilidade secular da política brasileira contemporânea. Uma das conclusões é a de que o conflito entre distintas comunidades morais pode ser melhor compreendido por meio do conceito de cismogênese, proposto por Bateson, e que esse conflito
mantém ativa a tensão dinâmica entre o religioso e o secular.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8136.56478



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Porto Alegre: UFRGS, IFCH, PPGAS, 1997 – Semestral - ISSN 1519-843X – ISSN 1982-8136 (eletrônico) Os conteúdos de Debates do NER estão licenciados em CC BY.