Obstáculos às teorias da diferenciação: colonização e modernidade na formação social brasileira

Autores

  • Vinícius Folleto Bevilaqua

Resumo

As teorias da diferenciação percorrem um longo caminho na tradição sociológica. De Spencer a Luhmann e Bourdieu, as principais teorizações perpassam o contexto histórico europeu. Fundamentalmente, essas teorias tentaram explicar as estruturas da sociedade moderna através de um viés marcadamente histórico. Frente a essa constatação, importar teorias da diferenciação europeias ao Brasil sugere desafios. O objetivo do artigo é refletir sobre os obstáculos apresentados à teoria da diferenciação quando seu objeto de estudo é o Brasil. Assim, veicula-se a revisão bibliográfica de trabalhos sobre a teoria da diferenciação e sobre a formação social, política e econômica brasileira como metodologia empregada. Como resultados, são identificados dois obstáculos: a) o obstáculo moderno, ou seja, a diferente formação sócio-histórica do Brasil no século XIX em comparação às nações europeias; e b) o obstáculo colonial, ou seja, a relação colônia vs. metrópole estabelecida entre o Brasil e Portugal. Argumentando na conclusão que considerar a premissa histórica é fundamental para a elaboração de qualquer teoria da diferenciação sobre o Brasil.

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Biografia do Autor

Vinícius Folleto Bevilaqua

Mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professor substituto na Universidade Federal de Santa Maria.

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Publicado

2015-11-09

Edição

Seção

Artigos