Jaeckel Missionários alemães no Estado do Maranhão e Grão-Pará
Volker Jaeckel


1 Introdução
2 O papel da Companhia de Jesus
3 A vida de João Felipe Bettendorff
4 A Crônica dos Padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão: o caso do Padre Bettendorff
5 O valor da Crônica como documento histórico e literário
6 Outros missionários alemães na Amazônia
7 Conclusão
Notas

ABSTRACT

This paper discusses the role of German Jesuit priests in the conquest of the lower amazon area in the 17th century. The Luxemburg missionary John Philip Bettendorff, founder of the second largest city of Pará, Santarém, was one of the most important figures while colonizing the Estate of Maranhão e Great-Pará. His chronicle is not only an important testimony of the settlements’ history but also of the Jesuit activities as handicraft workers and artists while catechizing this region. Thus, it comprehends a part of the rich cultural memory of colonial Brazil.

Keywords:Jesuit mission in Amazon; German presence in colonial Brazil; history and literature of Pará.


1 Introdução

O interesse dos alemães pela região amazônica não foi despertado somente no século vinte com o desenvolvimento sustentável ou com o desmatamento da selva amazônica, nem com as viagens dos naturalistas alemães no século XIX; pode-se verificar a presença de alemães entre aqueles primeiros colonizadores que se estableceram na região.[1] Suas primeiras tentativas de conquistar a região amazônica, conduzidas pelas histórias dos índios sobre o fabuloso “El Dorado”, tinham como ponto de partida a Venezuela, onde o imperador Carlos tinha outorgado aos comerciantes da cidade de Augsburgo o direito de posse de uma parte da costa. Ambrosio de Alfinger, George de Spires e Philip von Hutten comandaram várias expedições em direção ao Rio Amazonas, nos anos 1530, 1536 e 1541, respectivamente.Todas essas tentativas, acompanhadas de crueldades cometidas pelos aventureiros, fracassaram, não tiveram lucro e nem conseguiram estabelecer colonos na área.[2]

2 O papel da Companhia de Jesus

As ordens religiosas eram as únicas instituições que fomentavam na colônia portuguesa o ensino, a arte e as ciências. A administração colonial negligenciava toda atividade extra-comercial por originar gastos e não trazer lucro. Vale a pena dedicar especial atenção ao papel dos missionários jesuítas oriundos de países de fala alemã, os quais contribuíram no século XVII para o desenvolvimento da região amazônica e paraense. Eles dedicavam o seu tempo não só à catequese dos índios, como também tinham certa influência sobre o crescimento do Brasil como nação cultural.

Colégios fundados em cidades como São Luís do Maranhão (colégio São Luís fundado em 1679), Belém do Pará (colégio de Santo Alexandre, fundado em 1681) e Vigia (colégio Vigia, fundado em 1732) não teriam tido tanta importância naquela época, se não fosse pela presença dos jesuítas e dos seus centros de ensino e de alfabetização. Não se deve esquecer que durante mais de 200 anos, desde a chegada dos jesuítas no ano 1549 até a expulsão pelo Marquês de Pombal no ano 1759, a Companhia de Jesus era a instituição que mais influenciava a formação cultural da população brasileira por manter o maior número de bibliotecas e escolas. No momento de abandonar o Brasil, os jesuítas deixaram uma grande quantidade de livros, dos quais ficaram 5000 volumes no colégio São Luís, na cidade de mesmo nome, 2000 volumes no colégio de Santo Alexandre, em Belém, e 1000 em Vigia [3], na cidade de mesmo nome.

3 A vida de João Felipe Bettendorff

João Felipe Bettendorff é, sem dúvida, o missionário alemão que merece especial atenção. Segundo o conhecido historiador da Companhia de Jesus, Serafim Leite, Bettendorff era, depois do Padre Antônio Vieira e do Padre Luiz Figueira, a personalidade mais importante da Missão no século XVII. Ele foi o primeiro cronista do Estado do Maranhão e Grão-Pará, onde a Companhia de Jesus atuava de uma forma tão meritória quanto na região das Sete Missões no sul do Brasil e no Paraguai. Nasceu no dia 25 de agosto de 1627 em Luxemburgo e entrou, aos 20 anos, na Companhia de Jesus. Bettendorff estudou Direito Civil na Universidade de Tréveris. Em 1660, embarcou em Lisboa para as missões do Norte do Brasil, convidado pelo Padre Antônio Vieira. Em 1661, iniciou a sua obra missionária, que durou 37 anos, numa aldeia próxima a Belém chamada Mortigura (hoje Vila do Conde); lá trabalhou na alfabetização e na doutrinação da povoação local, sempre suprindo a necessidade que existia, segundo seu relatório:

    ...por falta de livros tinta e papel, não deixassem de aprender, lhes mandei fazer tinta de carvão e summo de algumas ervas, e com ella escrevia em as folhas grandes de pacobeiras e para lhes facilitar tudo lhes puz um pauzinho na mão por penna, e os ensinei a formar e conhecer as letras assim grandes como pequenas no pó e arêa das praias, com que gostaram tanto que enchiam a aldêa e as praias de letra... [4]

Na Crônica da Missão dos padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão, Bettendorff cita as múltiplas tarefas que ele mesmo exerceu na aldeia que contava com três mil habitantes naquela época. Ele demorou poucos meses neste lugar porque o Padre Antônio Vieira designou-o para ser o primeiro missionário permanente na Amazônia, numa região que se estendia da aldeia de Gurupá, no leste, até os domínios da Espanha, no oeste. A sede da região estabeleceu-se na embocadura do rio Tapajós, onde ele fundou, em 22 de junho de 1661, uma aldeia missionária com o mesmo nome do rio.

Naquele lugar, onde hoje se situa a cidade de Santarém, ele fez, com ajuda do seu companheiro João Corrêa e de alguns índios, catecismos em vários idiomas, ensinando e batizando. O Padre Bettendorff produziu ali o suposto primeiro trabalho artístico do Pará na igreja N. S. da Conceição, construída na missão do Tapajós:

    Fiz então um retabulo de morutim, pintando ao meio Nossa Senhora da Conceição pisando em um globo a cabeça de serpente, enroscada ao redor delle, com Santo Ignacio á banda direita e S. Francisco Xavier á esquerda.[5]

Em 1662, o Padre sofreu perseguições, foi preso e sofreu ameaças de ser deportado do Estado de Maranhão com os outros padres da Companhia de Jesus6. Em dois períodos, de 1669 a 1674 e de 1690 a 1693, o Padre Bettendorff foi Superior da Missão. Desde 1674 até a sua expulsão, no ano 1684, foi reitor do Colégio de N.S. da Luz em São Luís. Em 1688, voltou para o Maranhão. Em 1694, foi nomeado reitor do Colégio de Santo Alexandre. Nesse período, escreveu a Crônica até o dia 25 de maio de 1698, como consta em seu final. No dia 5 de agosto de 1698, morreu em Belém.

4 A Crônica dos Padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão: o caso do Padre Bettendorff

A obra do Padre Bettendorf, Crônica, compreende 10 livros com um total de 682 páginas. O autor conta episódios comuns da vida naquela fase da colonização que nos servem hoje como documento histórico, embora os três primeiros livros tratem de um período anterior à chegada dele que, portanto, o missionário não presenciou pessoalmente. Sua linguagem desperta o interesse pela abundância de palavras indígenas que, já na época, faziam parte do vocabulário da língua portuguesa nesta região. No livro, são enumeradas 12 capitanias seguindo do Leste para o Oeste: São Luís, Itapecuru, Icatú, Ucary, Tapuytaperá (hoje Alcântara), Caethé (hoje Bragança), Vigia, Belém, Joannes, Cametá, Gurupá e Norte. Bettendorff menciona como donatário da capitania de Vigia um tal Jorge Gomes Alemó, que podia ter sido um descendente de alemães. Este Alemó fracassou e foi retirado da capitania pelo rei.[7]

5 O valor da Crônica como documento histórico e literário

A Crônica de Bettendorff é considerada como o complemento quase orgânico referente ao Estado de Maranhão da obra escrita por Simão de Vasconcellos[8] sobre as missões no Brasil. Vasconcellos forneceu uma imagem heróica do trabalho dos jesuítas no Brasil.

Bettendorff faz constar de sua Crônica, assim como fez Vasconcellos, a figura do missionário lutando bravamente contra as dificuldades no novo território, viabilizando a difícil missão da conversão do gentio. Ele fala da fome e dos martírios da purificação da alma que não faltaram aos chamados “Soldados de Cristo” e descreve o Brasil como uma terra desconhecida, misteriosa, inóspita e povoada por canibais.[9]

A obra do jesuíta alemão Bettendorff compreende, antes de tudo, uma série de episódios, na sua maioria comuns, quase triviais, que prendem a atenção do leitor pelo que apresentam de informações autênticas sobre a flora e fauna da região e também sobre os moradores indígenas, sua língua e seus costumes. Embora sendo assim, encontramos nesta Crônica vários elementos que demonstram a influência de Simão de Vasconcellos, das Cartas Jesuíticas e dos autores viajantes do século XVI, como Staden, Lery, Thevet. Como melhor exemplo na Crônica, destaca-se o canibalismo:

    Não parou aqui a infernal fúria dos matadores, mas passou muito adiante: depois da matança despiram os corpos mortos e os dependuraram nús do tirante da casa, partiram-nos em pedaços, assando e comendo-os, guardando, porém os cascos das cabeças para beberem seus vinhos por elles, e algumas canellas para fazerem suas gaitas e pontas de suas fréchas, como também a gordura e banhas para se untarem com ellas.[10]

Outros estereótipos que nos são familiares e servem para justificar o trabalho de doutrinação dos missionários de um ponto de vista de superioridade, tratando-se da salvação das almas perdidas de gentios com costumes animais são encontrados em Bettendorff:

    Notável foi a furia com que aquellas féras bravas acommetteram aquelles dous mansos cordeirinhos, porque não satisfeitos de lhes terem tirado a vida, quebrando-lhes as cabeças com seus paus de matar, penduraram os corpos mortos dos tirantes da casa e lá os depedaçaram e depois quemaram até reduzil-os em pó e cinza, tirados uns poucos de ossos que Providencia Divina quis ficassem para memoria e lembrança sua. [11]

Para Bettendorff, os índios não seriam pessoas confiáveis por viverem "sem fé, sem lei e sem rei".[12] Este julgamento da vida indígena não é nada novo nem é surpreendente. Em toda a literatura do século XVI esta valorização dos gentios está presente. Ao mesmo tempo é um preconceito como também um pretexto para “descer os povos” da selva amazônica e submetê-los à chamada vida civilizada e cristã.

Porém, a Crônica de Bettendorff é também um relatório do século XVII, que nos serve como fonte fidedigna para analisar as circunstâncias da vida naquela época. Quando, por exemplo, ele escreve sobre a cidade de Belém:

    Era a cidade do Pará ainda em o anno de 1660 cousa mui limitada, porêm depois disso cresceo tanto em moradores e casas bellas, que agora se póde gloriar do titulo de cidade; se bem é mui pobre, não e isso por lhe faltar meios com que possa ser um dos mais ricos imperios do mundo, mas é por falta de bom governo e industriosos moradores, os quaes todos querem viver á lei da nobreza e serem servidos em o Pará, quando a mór parte delles em suas terras serviriam a outros, e quando menos a si mesmos...[13]

Além dos pormenores das ocorrências do motim do ano 1661 na capital paraense, Bettendorff também relata amplamente os acontecimentos do ano 1684, em São Luís, relacionados à revolta de Manoel Beckman, colono de descendência alemã e proprietário de um engenho de açúcar no rio Mearim. Beckman conseguiu aproveitar o descontentamento da povoação com os jesuítas, que tinham recebido autorização para fundar uma “Companhia de Comércio” a fim de facilitar a importação de escravos negros e impedir a escravatura das populações índias. Em fevereiro de 1684, os colonos de São Luís levantaram-se contra a Companhia de Jesus, anularam o seu monopólio e assumiram o poder e o controle da cidade. A revolta fracassou, por não encontrar o apoio nos moradores de Belém. Manoel Beckman foi capturado e executado [14] e os jesuítas expulsos de São Luís chegaram em dois barcos no mês de junho em Belém. Bettendorff menciona outro alemão, Franz Potfliz, que chegou no ano 1692 ao Pará. Era garimpeiro, médico e comerciante, oriundo de Mühlhausen/Elsácia. Bettendorff relata que aquele Potfliz assistiu o capitão-mor a fazer o testamento em Gurupá. Ele comandou várias expedições sem êxito pelo Tocantins e pelo Amazonas em procura de metais preciosos.[15] De Potfliz1, [16] dizia-se que este era “amigo de todos, e que tinha noticia das doenças e remedios dellas”.[17]

6 Outros missionários alemães na Amazônia

Desde o ano 1616 (ano da fundação de Belém), as províncias alemãs e austríacas enviaram regularmente missionários jesuítas para as colônias portuguesas de além-mar. No ano 1660, já trabalhava um grande número de missionários de língua alemã no Estado do Maranhão e Grão-Pará. Entre os missionários que chegaram no século XVII ao Norte do Brasil, os jesuítas de origem alemã desempenhavam um papel especial na colonização do Estado de Maranhão e Grão-Pará, que foi separado do Brasil de direito por carta régia com data de 13 de junho de 1621 e de fato com a posse do primeiro governador no ano 1626. Entre eles merecem destaque, além do próprio Bettendorff, os missionários Kaspar Misch, Samuel Fritz, Konrad Pfeil e Jodokus Perret na missão da região amazônica.

Samuel Fritz (1654-1725), boêmio da província austríaca, era conhecido pelos trabalhos como escultor e pintor, tendo enfeitado várias igrejas da área onde missionava. Ele tentava conservar e defender a vida própria dos índios diante da invasão pelos homens brancos. Uma das obras mais importantes é o mapa do Amazonas que o Padre Fritz desenhou no ano 1691, baseado no material oferecido por outro jesuíta alemão, Konrad Pfeil, em Belém.[18] Fritz, que veio de Quito, estava catequizando no Rio Negro com mais dois missionários alemães, quando adoeceu gravemente numa aldeia dos índios yumaragua. Padeceu de malária e de verminose, doenças que o obrigavam a ficar durante três meses numa rede, mas sem nenhum atendimento. Finalmente, resolveu descer o rio Amazonas até Belém, onde foi recebido e tratado pelos jesuítas.[19] Quando Fritz tentou voltar para a sua missão, foi detido, acusado de ser um espião. Só oito meses depois, devido à intervenção de Bettendorff e Jodokus Perrett, chegaram ordens reais à capital do Grão-Pará que determinavam o regresso de Samuel Fritz para o Rio Negro.

Kaspar Misch (1626-1697) era amigo de Bettendorff, nascido de família rica e nobre de Luxemburgo. Ele estudou em Colônia e Moguncia e entrou na Companhia pela província Rhenana da Alemanha. Misch e Bettendorff encontraram-se de novo no ano 1660 em Lisboa, de onde partiram juntos com outro alemão, o Padre Theodor Hens, para o Maranhão. Misch trabalhava como missionário viajante no Baixo Amazonas e seus afluentes. Bettendorff elogiou o trabalhou e o comportamento do Padre Misch, especialmente a sua modéstia.

Alois Konrad Pfeil (1638-1701) era professor de matemática, natural de Constança, fundou no rio Araguari uma pequena fortaleza numa região disputada pelo Brasil e pela França. Depois do assassinato dos Padres Bernardo Gomes e Antonio Pereira pelos índios Tapuyas, fundou a aldeia de Taparapixy, onde morava de 1687 até 1692. Com o seu trabalho, garantiu a permanência desse território entre o Araguari e o Oiapoque na nação brasileira. Mais tarde foi para a cidade de Cametá, no rio Tocantins. Ele realizou estudos importantes de cartografia da Amazônia.

Jodokus Perrett (1633-1707) nasceu em Fribourg na Suíça. Chegou no ano 1678 no Estado de Maranhão. Tinha sido professor de Filosofia em Munique, Dillingen e na Bahia antes de assumir o cargo de reitor do Colégio de Santo Alexandre. Em 1683, sucedeu o Padre Pero Luiz como Superior da Missão no Maranhão e Grão-Pará.[20]

Finalmente não se pode esquecer o jesuíta Hans Xaver Treyer (1668-1737), mesmo sendo a sua atuação no Pará posterior à morte de Bettendorff. Estudou escultura e pintura no Sul do Tirol e emigrou no ano 1703 para Belém do Pará, onde ensinou a jovens índios as artes plásticas. Ele é considerado o primeiro artista importante de origem européia no Norte do Brasil. Fez a arte de decoração interior da Igreja Santo Alexandre junto aos seus alunos índios. Vários sacrários têm obras fabricadas na oficina deste artista barroco. Outro trabalho conhecido do artista jesuíta é uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré que se encontra na Basílica de Nazaré.[21] Portanto, a Igreja Santo Alexandre e o conjunto Feliz Lusitânia possuem um duplo vínculo com os jesuítas da Alemanha. É este lugar, onde eles trabalhavam como missionários e professores do colégio, que pode ser considerado o berço do ensino no Pará.

7 Conclusão

No Estado do Maranhão e Grão-Pará encontramos, no século XVII, um número relevante de padres da Companhia de Jesus procedentes da Alemanha, sendo muito maior do que aqueles que se encontravam no mesmo período no Brasil.

A obra publicada que fornece mais detalhes sobre os primeiros moradores da nação alemã na Amazônia é a Crônica de João Felipe Bettendorff, além de ser a fonte mais rica de informações sobre a região que documenta uma fase histórica no crescimento do Estado do Pará e da cidade de Belém. Ainda no século XVIII continuava existindo no Norte do Brasil uma presença importante destes missionários alemães na colonização trabalhando na educação e no ensino, ampliando e intensificando a obra iniciada por Bettendorff e Antônio Vieira.

Notas

[1] Vide GEISSLER, K. Deutsche Forscher im Amazonasgebiet. Lateinamerika Studien, 1982, 9. pp. 49-106.

[2] Vide SOUZA, M. Breve História da Amazônia. São Paulo: Editora Marco Zero, 1994, p. 30.

[3]Cf. MAURO, F. (org.). Nova História da Expansão Portuguesa, vol. VII: O império luso-brasileiro 1620-1750. Lisboa: Editorial Estampa, 1991, p. 446. Outras fontes indicam que os jesuítas levaram muitos livros quando foram expulsos no século XVIII.

[4] BETTENDORFF, J. F. Crônica da Missão dos padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão. Belém: Fundação Cultural Tancredo Neves, SECULT, 1990, p. 156

[5] BETTENDORFF, J. F. Crônica da Missão dos padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão. Belém: Fundação Cultural Tancredo Neves, SECULT, 1990, p. 169.

[6] Vide JAECKEL, V. Von Alterität, Anthropophagie und Missionierung. Der Einfluss der Jesuiten auf die kulturelle Identität Brasiliens in der Kolonialzeit (1549-1711). Stuttgart: Ibidem-Verlag, 2007.

[7] Cf. BETTENDORFF, J. F. Crônica da Missão dos padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão. Belém: Fundação Cultural Tancredo Neves, SECULT, 1990, p. 21; e também nas observações de GEISSLER, K. Deutsche Forscher im Amazonasgebiet. Lateinamerika Studien, 1982, 9.

[8] Trata-se de VASCONCELLOS, S. de. Crônica da Companhia de Jesus. 3a ed., 2 vols., Petrópolis: Vozes, 1977. A primeira edição foi publicado em 1662

[9] RAMINELLI, R. Imagens da colonização. A representação do índio de Caminha a Vieira. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1996, p. 23.

[10] BETTENDORFF, J. F. Crônica da Missão dos padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão. Belém: Fundação Cultural Tancredo Neves, SECULT, 1990, p. 431.

[11] BETTENDORFF, J. F. Crônica da Missão dos padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão. Belém: Fundação Cultural Tancredo Neves, SECULT, 1990, p. 479.

[12] BETTENDORFF, J. F. Crônica da Missão dos padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão. Belém: Fundação Cultural Tancredo Neves, SECULT, 1990, p. 494.

[13] BETTENDORFF, J. F. Crônica da Missão dos padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão. Belém: Fundação Cultural Tancredo Neves, SECULT, 1990, p. 23-24.

[14] Para os pormenores desse episódio cf. MAURO, F. (org.). Nova História da Expansão Portuguesa, vol. VII: O império luso-brasileiro 1620-1750. Lisboa: Editorial Estampa, 1991, p. 133 e 189.

[15] OBERACKER, K. H. Der deutsche Beitrag zum Aufbau der brasilianischen Nation. São Leopoldo: Federação dos Centros Culturais, 25 de julho 1978, p. 79.

[16] O filho dele foi vigário geral, regente de coro da catedral e fundou a primeira escola de música da região amazônica (cf. OBERACKER, K. H. Der deutsche Beitrag zum Aufbau der brasilianischen Nation. São Leopoldo: Federação dos Centros Culturais, 25 de julho 1978, p. 79).

[17] BETTENDORFF, J. F. Crônica da Missão dos padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão. Belém: Fundação Cultural Tancredo Neves, SECULT, 1990, p. 644.

[18] OBERACKER, K. H. Der deutsche Beitrag zum Aufbau der brasilianischen Nation. São Leopoldo: Federação dos Centros Culturais, 25 de julho 1978, p. 123.

[19] SOUZA, M. Breve História da Amazônia. São Paulo: Editora Marco Zero, 1994, p. 56.

[20] BETTENDORFF, J. F. Crônica da Missão dos padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão. Belém: Fundação Cultural Tancredo Neves, SECULT, 1990, p. 322-323.

[21] Nossa Senhora de Nazaré é a padroeira da cidade de Belém. Em sua homenagem se celebra, a cada ano, no segundo domingo de outubro, uma grande festividade que reúne mais de um milhão de pessoas: o Círio de Nazaré possui para os paraenses uma importância semelhante à do Natal (cf. JAECKEL, V. Círio de Nazaré. Das größte religiöse Fest Lateinamerikas. Tranvía, 1998, 49, pp. 62-63.).


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