O ensino de texto nos anos de 1970 no Brasil: das técnicas linguístico-cognitivas como políticas linguísticas

Luciano Novaes Vidon

Resumo


Procuramos discutir neste artigo como concepções estruturalistas-formalistas e funcionalistas reverberaram na política linguística para o ensino de língua portuguesa no Brasil ao longo dos anos de 1970 e início dos anos de 1980. Para isso, analisamos um compêndio publicado pelo MEC em 1981, o livro “O ensino de língua portuguesa e literatura brasileira no 2° grau – Sugestões metodológicas”, uma espécie de Parâmetros Curriculares de sua época, que reflete e refrata, de um lado, a concepção de língua(gem) hegemônica, defendida oficialmente pelo Ministério da Educação e Cultura, e, de outro, concepções de língua(gem) e de ensino defendidas por diferentes teorias que ocupavam, naquele momento, a arena discursiva acadêmica nas áreas de Linguística e Educação no Brasil. Desse embate, tenso e contraditório, como não poderia deixar de ser, sobressai uma visão tecnicista de ensino de texto (redação), com base em uma psicologia ao mesmo tempo inatista e comportamental, que, de certa forma, parece nos assombrar até os dias atuais. As reflexões se dão com base nos estudos bakhtinianos, sob um viés sócio-histórico.


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DOI: https://doi.org/10.22456/2594-8962.98123

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