Mia Couto: "Vinte e Zinco" – ou “O Gozo da História”...

José Paulo Cruz Pereira

Resumo


A minha leitura de Vinte e Zinco – um romance do escritor moçambicano Mia Couto – debate as questões políticas e culturais relacionadas, não apenas com a ditadura de Salazar e de Marcelo Caetano, mas também com o regime colonial português em Moçambique. Partindo de uma análise das implicações do título, nela se examinam, com particular atenção, não apenas a modelação das personagens mais diretamente afectadas pelo poder instituído, mas também a daquelas mais próximas da instância da escrita. É no retraçar dos contornos desse perfilar que deparamos com uma alegoria do poder reveladora, não apenas da sua extrema crueldade e sua violência, mas também da sua decadência e da sua profunda desorientação. Da figura trágica de Lourenço de Castro emergirá, então, o foco ordenador de toda esta construção ficcional.


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22456/2594-8962.94337

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Conexão Letras - Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Instituto de Letras

Av. Bento Gonçalves, 9500 - Bairro Agronomia

CEP: 91540-000

www.seer.ufrgs.br/conexaoletras

E-mail de contato: revistaconexao.letras@gmail.com