Dissertação nos manuais escolares do ensino médio: entre mudanças e permanências

Maria Batista Campos

Resumo


Neste artigo, o objetivo é discutir o ensino da dissertação em dois manuais didáticos do ensino médio publicados entre 1980 e 2000, estudados sistematicamente, a título de caracterizar as transformações ocorridas no ensino de dissertação / argumentação, como parte de uma política pública instaurada no início da ditadura militar. Na primeira parte do artigo, serão retomados alguns documentos oficiais que marcaram o ensino da produção escrita, particularmente, a dissertação, apontando aspectos que definiram esse gênero escolar de forma monológica. Na segunda parte, analisamos as sequências didáticas formuladas nos manuais didáticos e, nas considerações finais, comparamos como o modelo de ensino no intervalo de de duas décadas oscila entre dissertação e argumentação, sem a preocupação de colocar as questões argumentativas de forma dialógica. O modo de ensinar a produzir textos dissertativo-argumentativos nos manuais escolares mantém-se nos livros didáticos como exercício escolar em que os alunos devem desenvolver uma ideia, seguindo a estrutura formal de introdução, desenvolvimento e conclusão. Dissertar como argumentar, como confrontar pontos de vista diferentes, respeitando a opinião do outro, enfrentando a diversidade não é proposta das atividades didáticas presentes nos manuais até o início do século XXI.


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DOI: https://doi.org/10.22456/2594-8962.85036

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