O olhar enunciativo da semântica argumentativa sobre a carta de Vargas

Leci Borges Barbisan, Telisa Furnaletto Graeff

Resumo


O artigo pretende mostrar os sentidos argumentativos da Carta Testamento de Vargas, com base na teoria da Argumentação na Língua (ADL), de Ducrot e Anscombre, mais especificamente, na sua versão atual, a Teoria dos Blocos Semânticos (TBS), apresentada por Carel e desenvolvida juntamente com Ducrot.  A ADL/TBS propôs considerar como relações semanticamente pertinentes entre um signo e outro as relações sintagmáticas, ou seja, os encadeamentos argumentativos com conector do tipo de portanto, ditos normativos,  ou do tipo de mesmo assim, ditos transgressivos. Encadeamentos como esses, autorizados por um signo, são os que constituem seu sentido.  Como a argumentação interna do título Carta Testamento requer que se responda às perguntas: quem é o doador da herança? qual é o legado? quem são os beneficiados?, buscou-se, também, a fundamentação na Teoria da Argumentação Polifônica (TAP), proposta por Ducrot e Carel, que reúne princípios da concepção argumentativa de sentido e da Teoria da Polifonia de Ducrot. A ADL/TBS e a TAP permitiram explicitar a imagem que a Carta Testamento apresenta do doador da herança, dos beneficiados, dos opositores e do legado. A relação entre as argumentações e as Pessoas que os garantem, conduziu às respostas, revelando o sentido do discurso e do título.


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DOI: https://doi.org/10.22456/2594-8962.65804

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