A lei fora (e contra) da lei: a Amazônia como limiar

Ettore Finazzi Agrò

Resumo


Representada pela literatura, a Amazônia configura-se enquanto espaço fronteiriço, à margem da história, como se verifica em Inferno verde, de Alberto Rangel. Dessa obra, examina-se “Hospitalidade”, comparado, a seguir, com “Meu tio o Iauaretê”, de Guimarães Rosa. Embora, relativamente ao estilo e a estrutura, os dois contos sejam diferentes, expõem, ambos, um lugar noturno e selvático, com um homem extraviado no mato e com um assassino que lhe dá abrigo. Deste modo, Rangel e Rosa interrogam a hospitalidade num espaço banido e selvagem e propõem uma questão radical sobre o limite entre aquilo que é dentro ou fora da Lei. Questionam o limiar primordial separando e conjungindo, ao mesmo tempo, o humano e o animal.


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22456/2594-8962.55691

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Conexão Letras - Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Instituto de Letras

Av. Bento Gonçalves, 9500 - Bairro Agronomia

CEP: 91540-000

www.seer.ufrgs.br/conexaoletras

E-mail de contato: revistaconexao.letras@gmail.com