Esse e outros campos: a construção do arquivo visual dos campos de concentração nazistas

Carolina Fernandes

Resumo


Este artigo objetiva compreender o trabalho da leitura de arquivo em sua relação com a memória, com a materialidade visual e com seu modo de circulação. Como objeto de análise foi selecionado o arquivo visual dos campos de concentração nazistas, em especial, o campo de Auschwitz. Em torno deste, entram em confl ito os efeitos de sentido de campo de extermínio e cenário de momentos de descontração dos oficiais alemães. Essa disputa de interpretações é gerenciada pela formação discursiva que organiza o trabalho de leitura desse arquivo, determinado o que pode e o que não pode pertencer a esse arquivo. O controle sobre os gestos de leitura do arquivo é o que determina a manutenção de certo fio narrativo na memória coletiva dos campos de concentração, apagando outros sentidos que ficam esquecidos no interdiscurso. Esses sentidos excluídos,
mesmo quando recuperados pelo trabalho da memória discursiva, são afetados pelos mecanismos ideológicos que controlam a leitura do arquivo.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2594-8962.55141

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