Chamada para o número 22 da Revista Conexão Letras

A emergência do Estado-Nação coloca no cenário político das sociedades modernas a afirmação de direitos igualitários, do compromisso dos cidadãos com o Estado e, sobretudo, pauta-se no princípio de que o Estado, tendo sido gestado na sociedade deve
ter compromissos com esta. A ética político-jurídica do Estado-Nação, com base, sobretudo, na Declaração dos Direitos Humanos, necessita pautar-se pela abolição de privilégios de algumas classes e monopólios, em busca de um maior equilíbrio social
entre todas as classes. No entanto, nos regimes de feição totalitária, ou que cultivam práticas políticas totalitárias, tanto as leis são violadas em favor dos interesses das classes hegemônicas, como os limites entre a representatividade dos interesses da sociedade, por parte dos governantes, e a defesa de políticas corporativistas tornam-se invisíveis e disseminam-se entre a sociedade dando lugar à naturalização de diferentes práticas tais como ocorreram durante a primeira metade do séc. XX o fascismo e o nazismo, e na atualidade, sobretudo, podemos destacar a xenofobia, o racismo, o feminicídio, a exploração do trabalho de menores e de imigrantes refugiados dentre outras práticas de violência e de intolerância crescentes nas sociedades e que corroboram à destruição da própria sociedade, desmantelando um processo histórico de construção da democracia.

O número 22 da Revista Conexão Letras busca refletir em torno de tais questões, ao longo da história e na modernidade, visando à circulação de pesquisas sobre práticas políticas e discursivas totalitárias.