Um homem que sonhou um homem que sonhou um homem

Paulo Balardim

Resumo


Através de interfaces entre a literatura e o teatro, este artigo privilegia um estudo sobre a milenar arte do Teatro de Animação, observado à luz das transformações ocorridas em sua poética a partir de meados do século vinte, período caracterizado pela heterogeneidade de formas estéticas emergentes. Com o advento da chamada "Pós-modernidade", essa forma teatral, possuidora de diversas especificidades próprias à sua linguagem – tais como a interpolação de um objeto ou boneco animado entre o público e o ator, passa a enfatizar o componente metaficcional em sua elaboração dramatúrgica. Da mesma forma, o olhar auto-reflexivo e paródico, bem como a ênfase sobre o processo de construção do espetáculo passam a ser perseguidos pelos criadores. Assim, partindo do exame do conceito de metalinguagem presente na obra de Roman Jakobson e seu deslocamento para fenômenos literários, derivado dos estudos introduzidos por Gérard Genette e Roland Barthes, os quais analisaram profundamente questões como a intertextualidade, o artigo observa similaridades entre alguns dos conceitos literários relativos à tipologia do narrador, níveis narrativos, suas possibilidades metaficcionais e a tipologia do ator-animador.


Palavras-chave


Teatro de Animação; Metaficção; Pós-modernidade;

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