O EXEMPLO DE UMA DRAMATURGIA PROSPECTIVA E DOCUMENTÁRIA PARA ÇA IRA (1) FIN DE LOUIS, DE JOËL POMMERAT

Marion Boudier

Resumo


Este artigo propõe uma descrição e uma teorização do trabalho dramatúrgico realizado por Marion Boudier ao lado do autor-encenador Joël Pommerat para a criação de Ça ira (1) Fin de Louis (criado em 2015 e apresentado na Mostra Internacional de Teatro de São Paulo em 2016). Como trabalhar a partir dos arquivos da Revolução francesa para acompanhar um autor-encenador que escreve seus textos com a cena durante os ensaios? Marion Boudier apresenta o que ela denomina de « dramaturgia prospectiva e documentária ». Este acompanhamento da escritura se distingue das práticas clássicas da dramaturgia. Com efeito, para entrar na escritura, Joël Pommerat dirigiu seus atores em improvisações longamente preparadas e nutridas pour uma importante documentação histórica: em vez de esclarecer um texto prévio com a finalidade de transpô-lo para a cena, o trabalho dramatúrgico consiste então, nesse caso, em propor uma matéria documental pertinente para o tema escolhido e potencialmente rica para o teatro, então reagir a suas evoluções cênicas. Desse modo, a dramaturgia é uma espécie de investigação, levada à serviço do autor-encenador e de seus atores ao longo do processo de criação.

 

Palavras-Chave


Dramaturgia. Prospecção. Documentação (arquivo). Escritura de palco. Revolução Francesa.



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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-3254.97629





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