OS LIMITES DO EMPREGO DE ROBÔS NO TEATRO

Zaven Paré

Resumo


Mais do que apenas configurar dispositivos, as encenações com robôs podem, às vezes, dar a impressão de responder a protocolos puramente técnicos (programação ou operação remota). No entanto, a condução desses procedimentos já responde a certos registros dramatúrgicos específicos. As experiências realizadas no Japão estão entre as propostas mais relevantes nesta área. Estas fazem parte, principalmente, do repertório de teatro coloquial criado pelo dramaturgo e diretor Hirata Oriza da Seinendan Theatre Company. A escolha da adaptação da peça "As Três Irmãs" de Chekhov, uma das últimas produções de Hirata (2014) para o Robot Actors Project, do roboticista Ishiguro Hiroshi (Laboratório de Robótica Inteligente, Universidade de Osaka), permite abordar aqui os limites de certos usos de robôs (humanoides e andróides) no teatro. Este ensaio crítico sobre esta peça questiona os limites de um gênero que de maneira ilustrativa coloca os robôs no coração da sociedade e não mais o "Robô" como uma questão teatral. Assim como, no passado, as vanguardas colocaram a marionete como elemento central das questões artísticas. Como, nesta peça com fantoches, autômatos ou gadgets, a presença desses robôs se limita àquela de uma validação?



Palavras-chave


Robot Actors Project; As Três Irmãs; Hirata Oriza; Ishiguro Hiroshi; Geminoid F.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-3254.81900





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