ÓI NÓIS E COMPANHIA DO LATÃO: MEMÓRIA, CONVÍVIO E RESISTÊNCIA NA EXPERIÊNCIA DE GRUPOS DE TEATRO BRASILEIROS

Carlos Eduardo Silva

Resumo


O presente artigo aborda os grupos de teatro como os genros de uma sogra nada indesejável, Mnemôsine, a deusa da memória, por isso, são núcleos importantes da memória do Teatro Brasileiro, restaurada e enriquecida constantemente. O conceito de memória é observado não apenas como a trajetória artística dos coletivos, mas como um saber adquirido que conserva as diversas experiências vivenciadas pelos membros de um grupo, seu conhecimento prático e sua maneira peculiar de fazer teatro. Além disso, a memória é tomada como uma força dinâmica, adquirida e aperfeiçoada essencialmente pelo convívio no grupo, em razão do caráter comunitário da construção dos saberes e cuja potência dependente da estabilidade da formação do coletivo articulada com estratégias de registros documentais que possam ser transmitidos às gerações subsequentes e aos novos participantes, de modo a manter vivos os princípios éticos, ideológicos e estéticos das grupalidades. As reflexões foram possíveis através da análise das trajetórias do Ói Nóis Aqui Traveiz e da Companhia do Latão. Para tanto foram entrevistados atuantes artistas dos dois grupos. Por fim, observa-se como os grupos em questão enfrentam as pressões econômicas e políticas que são forças que tentam desagregar e destruir as memórias dessas organizações.


Palavras-chave


Memória; Teatro de Grupo; Resistência; Vínculo; Convívio.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-3254.72825





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