DECORPORALIDADE: A (DES)CONSTRUÇÃO DE UM CORPO QUE PERFORMA LUGAR E NARRATIVAS

Ângela Aquino Ribeiro, Janja Araújo

Resumo


Decorporalidade: a (des)construção de um corpo que performa lugar e narrativas. O presente artigo é uma reflexão acerca do corpo, desenvolvida a partir doze anos de pesquisa no universo da Capoeira Angola. Tem como cerne de discussão a ideia de decorporalidade, ou seja, a (des)construção de narrativas corporificadas e a inclusão de outras abordagens sobre o corpo objetificado. A Capoeira Angola surge aqui como performance, ou seja, expressão da experiência pretafricana no Brasil, marcada por uma corporalidade própria que embora apresente um corpo aparentemente cotidiano, está longe de ser espontâneo. Seus movimentos elaboradamente codificados trazem uma outra cena do Brasil, dessa vez, registrada no território do corpo. A corporeidade da Capoeira Angola engendra uma desconstrução corporal e envereda pelos caminhos da alteridade e da diferença; da Ancestralidade; das margens e encruzilhadas, da terra e não mais do céu, do passado e não mais do futuro e no reconhecimento da morte, como dimensão da vida e não como oposição a ela. Adentra numa outra dimensão de tempo e espaço que coloca sobre suspeição o conhecimento positivista consagrado a partir dos pilares da igualdade, do progresso, do futuro e da fraternidade; da vida e da morte, norteadores do pensamento capitalista e do projeto colonizador.

Palavras-chave


Corporalidade, Capoeira Angola; memória; performance; decolonização

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22456/2236-3254.72626





REVISTA CENA

Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas
Rua General Vitorino, 255
Centro - Porto Alegre - RS - 90020-171

  

revistacena@ufrgs.br
(51)3308.4380