O TREINAMENTO DE PRÁTICAS CORPORAIS DA DANÇA: DE MURO À GUERREIRO, O TRABALHO COM A IMAGINAÇÃO NA COMPOSIÇÃO INSTANTÂNEA DE JULYEN HAMILTON

Maíra Simões Claudino Santos

Resumo


Melanie Bales e Rebecca Nettl-Fiol, pesquisadoras da Universidade de Illinois Urbana-Champaign (Departamento de Dança), partem da premissa de que, na dança, o treino de práticas corporais não estaria apenas no lugar da construção de habilidades, mas sim no de invenção, descoberta e desenvolvimento da dança. O treino de práticas seria assim um lugar generativo de arte e produção de conhecimento. A partir da composição instantânea segundo a concepção do coreógrafo britânico Julyen Hamilton, este artigo propõe-se a discutir como o conceito de imaginação emerge e é trabalhado nas práticas corporais da dança. Para tanto, realizou-se uma etnografia de prática artística, em que o campo privilegiado foi o próprio estúdio e workshops realizados em circuitos berlinense de treinamento da dança contemporânea entre janeiro e junho de 2015. As considerações metodológicas foram feitas com base em uma pesquisa da autora e de seu aprendizado de práticas corporais da dança como locus de um devir-coreográfico, via um processo de imersão na prática propriamente dita.



Palavras-chave


Hamilton; Treinamento; Imaginação; Composição Instantânea; Dança Contemporânea

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-3254.67483





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