TEATRO DA PÓS-MIGRAÇÃO: HISTÓRIA DAS PERSPECTIVAS ALEMÃ-TURCA

Barbara Kastner

Resumo


Após o fim da segunda guerra, a falta de mão de obra na Alemanha leva a acordos de migração com diferentes países para ocupação de postos de trabalho. Um grande contingente de migrantes provinha da Turquia. Nos anos 1950 e 60 a produção cultural turca não era perceptível pela sociedade alemã, mas surge aos poucos, nos anos subsequentes, em cabarets e filmes. A partir dos anos 1980 o teatro começa abordar a temática do migrante, mas sobretudo tratando do contexto sócio-cultural. O teatro juvenil abordava o tema da migração com clichês relativos à religião e à criminalidade juvenil. Só em 2008, quando Shermin Langhoff assumiu o teatro Ballhaus Naunynstrasse, em Berlim, o teatro passa a retratar a realidade social da Alemanha como país de imigração: os hábitos culturais do público e os pontos de vista convencionais são questionados por diretores e diretoras pós-migrantes, frequentemente já na terceira geração na Alemanha. Lentamente, o teatro profissional alemão se abre também para dramaturgos e atores de origem migrante.


Palavras-chave


Teatro turco-alemão; Pós-migração; Transculturalidade.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-3254.65488





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