O TOQUE DO DESESPERO: UMA LEITURA PSICANALÍTICA DA PEÇA O PAI, DE AUGUST STRINDBERG

Estevan de Negreiros Ketzer, Daniel Fraga de Castro

Resumo


São analisados alguns pontos na obra O Pai de August Strindberg à luz da teoria psicanalítica no que diz respeito ao encontro das pulsões auto-destrutivas quando. Inicialmente, é realizado um breve apanhado das características do sentido trágico da antiguidade até o naturalismo e sua relação com o drama humano da modernidade, em que a subjetividade está implicada entre a sensação de frustração e de culpabilidade diante de seus entraves inconscientes. Essa demonstração encontra-se na via do silêncio, da espera ao próximo instante e de uma inarticulação da fala acerca do que a sensação privada que vem à tona. Eis que nos deparamos com aquilo que é para a psicanálise a pulsão de morte. Aqui a tragédia pela representação recria o momento do homem ao falar de si, provocando uma convulsão do nível afetivo mais interno.


Palavras-chave


Pulsão de Morte; Tragédia; Auto-destruição; Psicanálise.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-3254.55567





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