A ACÇÃO DE ARTISTAS E DESIGNERS RUSSOS NO ÂMBITO DA CENOGRAFIA PARA TEATRO: QUANDO O TELÃO DEU LUGAR À EXPERIMENTAÇÃO

Mónica Romãozinho

Resumo


No início do séc. XX, destaca-se a acção de artistas e designers russos no âmbito da cenografia para Teatro. O atraso industrial sentido na Rússia pós-revolução faria com que a tecnologia não acompanhasse o trabalho criativo empreendido pelos designers da vanguarda artística. Nesta perspectiva, assiste-se a experimentações particularmente inéditas sob o ponto de vista plástico e construtivo no contexto pedagógico e da criação cenográfica, designadamente as concepções idealizadas pelos construtivistas. Em 1925, alguns destes projectos seriam expostos na Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas de Paris, surpreendendo o público pelo seu sentido de modernidade. Encenavam-se peças de carácter revolucionário, bem como outras que ilustravam a vida quotidiana, estreitando-se a relação entre o público e a mensagem ideológica que se pretendia comunicar. Pretende-se com o presente artigo, analisar num primeiro momento, as principais rupturas face a um passado fortemente marcado pela concepção clássica de teatro à italiana. De seguida, interessa-nos dissecar os significados e princípios presentes na composição espacial de algumas arquitecturas efémeras representativas da acção da vanguarda artística, particularmente vinculadas à utopia de um teatro novo para um homem novo.

 


Palavras-chave


Abstracção. Cenografia. Design. Exposição. Utopia.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-3254.54905





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