O DESENHO SONORO EM "OS CEGOS", DE DENIS MARLEAU

Maíra Castilhos Coelho

Resumo


O artigo pretende analisar a construção sonora da peça ‘Os cegos’, de Maurice Maeterlinck, encenada por Denis Marleau. Nesta encenação a sonorização dos atores e as manipulações operadas sobre as vozes não visam produzir efeitos especiais, mas sim harmonizar o desenho sonoro do palco. Há uma articulação entre o sentido, a voz, as formas e o ritmo, e esses elementos surgem para reforçar o texto literário. Como o ator não esta presente fisicamente na cena, somente a projeção de sua imagem, talvez a presença do ator surja através de sua voz. E como o som é a propagação de uma onda mecânica, que se espalha pelo espaço, talvez a voz do ator consiga ultrapassar o veículo mediador e ter presença, uma presença sonora.


Palavras-chave


Teatro. Sonoridade. Presença.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-3254.53656





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