A ESTÉTICA RELACIONAL E O ESPECTADOR COMO PARTICIPANTE DO FENÔMENO TEATRAL

Stenio José Paulino Soares

Resumo


A esfera das relações humanas como lugar da obra de arte sempre foi um dos assuntos mais caros à arte teatral. Este aspecto da estética relacional nos provoca uma reflexão sobre as artes cênicas, embora Nicholas Bourriaud oriente sua reflexão através das mudanças evidentes nas artes visuais. Ainda que percebamos que as artes cênicas também foram afetadas por proposições da estética relacional e sofreram mudanças significativas quanto ao estatuto da obra de arte cênica, devemos admitir que a relação de intersubjetividade entre os artistas teatrais, a cena e os espectadores precedem a própria noção da arte moderna, e se remetem às formas elementares da vida em sociedade quando os sacerdotes, o acontecimento do ritual e os participantes se relacionavam de maneira a elevar-se a um estado sublime. O presente trabalho resulta da nossa experiência com o work in progress “Negras memórias” e a observação de encenações contemporâneas. Conforme refletiremos sobre a estética relacional, também buscaremos evidenciar o que foi alterado, especialmente, no estatuto da obra de arte cênica. Discutiremos o fenômeno da interatividade, na perspectiva do fenômeno teatral que revisita através das encenações o princípio das relações humanas como lugar da arte.

Palavras-chave


Estética relacional; Espectador; Fenômeno teatral.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-3254.52012





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