MICROHISTÓRIA DO TEATRO COLONIAL BRASILEIRO: PADRE ANCHIETA E A FESTA DE SÃO LOURENÇO

Augusto Rodrigues da Silva Junior, Ana Clara Magalhães de Medeiros

Resumo


O período colonial brasileiro, visto pela ótica da microhistória, apresenta um cenário multifacetado de povos, línguas e culturas que se somam para produzir o nosso grande Barroco. Os autos de padre Anchieta são analisados, aqui, como produções teatrais que conseguiram – e conseguem até hoje – reproduzir as fronteiras de uma inventiva histórica que, violenta, não deixou de contar com estratégias criativas, artísticas e ousadas. O gênero teatral parece ter sido, neste momento histórico ímpar, o que melhor conseguiu articular os impasses linguísticos e simbólicos que se estabeleciam entre conquistador e conquistados. A Festa de São Lourenço, de Anchieta, é analisada enquanto manifestação dramatúrgica e literária que bem significa o intuito do colonizador de efetivar o processo de tradução de culturas.

Palavras-chave


microhistória; período colonial; tradução; autos

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-3254.24083





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