O QUE EU OLHO NÃO ME VÊ, OU O PROBLEMA DA REPRESENTAÇÃO DO SUBALTERNO: O NARRADOR EM A RESISTÊNCIA, DE JULIÁN FUKS

Francieli Borges, Larissa Garay Neves

Resumo


Aqui verificamos o romance A Resistência, de Julián Fuks, nos limites e possibilidades do modo como é narrado. Isso porque o narrador é também a principal personagem, mesmo que objetive dar foco à história do irmão adotivo. Tal análise se justifica na medida em que temos um romance em primeira pessoa – permeado de tentativas de reconstituição de um passado equívoco. Essa escolha formal na estruturação do texto suscita diversas questões sobre a confiabilidade dos relatos apresentados, assim como possíveis marcas de silenciamento no que tange à representação do irmão adotado. Portanto, observamos as escolhas formais que imperam na obra; e afora isso, em que medida resistir se configura, dentro do espaço temático, como algo relativo a uma conciliação com o passado do irmão adotado ou do passado daquele que conta a história. Para tanto, consideramos, primeiramente, os aspectos gerais que permeiam a questão da violência, para, então, tratarmos de suas manifestações mais sutis no que tange à apresentação da história pelo narrador.


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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-6385.83369



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E-ISSN 2236-6385 (versão eletrônica)