TRÍPLICES MUNDOS: UMA LEITURA DA OBRA ÓPERA DOS MORTOS, DE AUTRAN DOURADO

Margarete Hülsendeger

Resumo


Neste artigo será realizada a análise do romance Ópera dos mortos, de Autran Dourado (1926-2012), tendo como principal fundamentação teórica as ideias expressas pelo filósofo francês Paul Ricoeur (1913-2005) em duas de suas mais importantes obras, Teoria da Interpretação e Tempo e Narrativa. Procurar-se-á demonstrar que a narrativa do escritor mineiro está em sintonia com a operação de configuração que Ricoeur denominou de “tríplice mimese”. Para demonstrar a presença de um tríplice tempo – pré-configuração (mimese I), configuração (mimese II) e refiguração (mimese III) –, serão examinados os três “mundos” que fazem parte desse processo: o referencial, o do texto e o do leitor.


Palavras-chave


Autran Dourado; Paul Ricoeur; tríplice mimese; narrativa.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-6385.83330



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E-ISSN 2236-6385 (versão eletrônica)