A METAMORFOSE E A DESUMANIZAÇÃO DE GREGOR SAMSA

Lucas Cyrino

Resumo


Este artigo observa, na literatura, as implicações da metamorfose. Partindo do pressuposto que o estágio anterior à transmutação é o humano, buscamos em Benjamin (1992) e Benveniste (1991) uma concepção de linguagem que reconhece a posição superior do humano em relação aos demais seres e coisas da natureza, animada ou inanimada. A metamorfose, na medida em que faz com que o homem passe à condição física daqueles que antes eram a ele subordinados, termina por desumanizá-lo. Para tanto, observamos, inicialmente, como a metamorfose opera na literatura a partir do exemplo de dois mitos oriundos d’As metamorfoses, de Ovídio. Finalmente, debruçamo-nos a verificar de que maneira as condições da metamorfose estabelecidas em Ovídio são modificadas n’A metamorfose, de Franz Kafka.

Palavras-chave


Linguagem; Desumanização; Metamorfose; Franz Kafka.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-6385.83137



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E-ISSN 2236-6385 (versão eletrônica)