A APROPRIAÇÃO DE NOÇÕES CULTURAIS PELA CRIANÇA: UMA EXPERIÊNCIA DE SIGNIFICAÇÃO NA LÍNGUA-DISCURSO

Giovane Fernandes Oliveira

Resumo


Este artigo objetiva analisar a apropriação de noções culturais pela criança como uma experiência de significação na língua-discurso. A partir da Teoria da Enunciação de Benveniste (2005; 2006) e da Teoria Enunciativa da Aquisição da Linguagem de Silva (2007; 2009), são analisados três fatos enunciativos de uma criança acompanhada longitudinalmente dos onze meses aos três anos e quatro meses. Em cada um desses fatos, observa-se como a criança se apropria da noção de susto como fato de cultura constitutivo da sociedade humana. Os resultados da análise sugerem que a significação de assustar (assustar e ser assustado) é determinada, em cada fato enunciativo, pela operação de aquisição ao qual este pertence: o primeiro fato é determinado pelo efeito do preenchimento de lugares enunciativos na operação de intersubjetividade; o segundo fato é determinado pela nomeação relacionada a um duplo movimento de dizer-mostrar na operação de referência; o terceiro fato é determinado pelo relato e pela projeção de ações pela criança na operação de sua inscrição enunciativa na língua-discurso.  

Palavras-chave


aquisição da linguagem; enunciação; cultura; significação.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-6385.67884



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E-ISSN 2236-6385 (versão eletrônica)

 

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