ENTRE A MORTE DOS AMANTES E A MORTE DO AMOR: ROMEU E JULIETA EM MEMORIAL DE AIRES

Adriana da Costa Teles

Resumo


Este artigo discute a presença de Romeu e Julieta, de Shakespeare, no último romance de Machado de Assis, Memorial de Aires, publicado em 1908. Nossa intenção é mostrar como a última história criada pelo autor carioca retoma a tragédia e recria personagens e situações para ironizar e recontextualizar suas expectativas, especialmente no que diz respeito ao amor e ao relacionamento amoroso. Nossa discussão permite observar que o texto do escritor brasileiro proporciona um diálogo crítico e construtivo com o referencial shakespeariano, que revela muito das questões pertinentes ao amor de seu tempo.


Palavras-chave


Machado de Assis; Shakespeare; Intertextualidade

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-6385.67322



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E-ISSN 2236-6385 (versão eletrônica)

 

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