Literatura e mangue: análise do discurso constituinte literário em Maré Memória, de José Chagas.

Ricardo Celestino, Jarbas Vargas Nascimento, Rosangela Aparecida Ribeiro Carreira

Resumo


Em contribuição aos estudos enunciativo-discursivos propostos, especialmente por Maingueneau, analisamos o discurso literário Maré Memória, de José Chagas, verificando como ele se situa enquanto constituinte e como opera nele a paratopia. Maré Memória foi escrito em 1973, e retrata, de maneira crítica, o abandono econômico-social do mangue e a desigualdade social em Recife. Os questionamentos expressos por José Chagas foram, ainda na década de 1970, temas que o insere como Thesaurus da Literatura maranhense, em sintonia com escritores renomados de mesma época, o qual destacamos João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector. Fundamentamo-nos na obra de Maingueneau, no que diz respeito às categorias de discurso constituinte, arquivo, posicionamento e cenas da enunciação, que nos possibilitam identificar o discurso Maré Memória como um dos discursos que são legítimos e autorizáveis, na prática social, a tratar de temas como desigualdade social, abandono econômico, dentre outros, no Maranhão da década de 1970. 

 

Palavras-chave


discurso; literatura; mangue.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-6385.57203



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