O RIO DE JANEIRO, EM 1905, NAS CRÔNICAS DE CARMEN DOLORES

Risolete Maria Hellmann

Resumo


Pensar sobre os lugares - cidade e subúrbio – representados ficcional e jornalisticamente nas crônicas de Carmen Dolores, publicadas na coluna A Semana, do jornal O Paiz, durante o ano de 1905, é o objetivo deste artigo. A transformação da cidade, em face da modernização, e a consciência de divisão de classes antagônicas aparecem em várias crônicas em que ela descreve, de uma perspectiva naturalista, a crueza dos combates, a hipocrisia e a hostilidade entre eles.  Para tanto, a autora, com seus sentidos atentos, se insere na realidade urbana e suburbana do Rio de Janeiro para descrever a vivência das massas na metrópole brasileira em plena belle époque. Ao descrever essas vivências, com precisão de detalhes, assume um tom coloquial de conversa com o leitor, normalmente, com um toque de humor e de ironia. No resgate de suas crônicas, é possível restaurar uma parcela significativa da memória e da história desta cidade, que até hoje é cantada pelas suas maravilhas urbanas e denegrida pelas agruras suburbanas. Seus textos, esteticamente trabalhados, são documentos desse momento em que se instauram os contrastes desses dois espaços complementares.


Palavras-chave


crônica; Carmen Dolores; Cidade; Subúrbio; Modernidade

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-6385.42563



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