A REPRESENTAÇÃO LÉXICO-SEMÂNTICA DE ALGUNS TIPOS DE VERBOS MONOARGUMENTAIS

Sérgio de Moura Menuzzi, Pablo Nunes Ribeiro

Resumo


Neste trabalho, defendemos a distinção proposta por Rappaport-Hovav & Levin (1998, 2010) entre verbos de maneira e verbos de resultado. Contudo, contrariamente à análise das autoras, sustentamos que os verbos de modo de movimento não agentivos (p. ex., rolar, girar, deslizar, etc.) são verbos de maneira, e não de resultado. A proposta das autoras procura explicar o fato de que tais verbos participam de um processo lexical semelhante à alternância causativa, em contraste com verbos de modo de movimento agentivos (p. ex., correr, nadar, caminhar, etc.). Em nossa análise, isto se dá porque a raiz de maneira dos primeiros modifica um predicado primitivo MOVE, não volicional – por isso, mais facilmente associado à causação externa, no que difere do predicado volicional ACT, envolvido nos verbos de modo de movimento agentivos. Mostramos que a semântica do modificador quase fornece suporte à tese de que ambas as classes de verbos de movimento são verbos de maneira.


Palavras-chave


semântica lexical – estrutura de eventos – verbos de modo de movimento

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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-6385.26006



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E-ISSN 2236-6385 (versão eletrônica)

 

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