A Marcação Temporal No Seu Nicho: Engajamento, Explorabilidade e Atenção Criativa

Floriano Pinheiro da Silva, Marcelo Soares Pimenta, Victor Lazzarini, Damián Keller

Resumo


Apresentamos os resultados de um estudo exploratório de campo aplicando a metáfora de interação 'marcação temporal'. Seis sujeitos (N = 6) leigos e músicos realizaram atividades musicais criativas (totalizando 47 iterações) usando a ferramenta mixDroid. Os sujeitos fizeram mixagens com amostras sonoras de sons urbanos e de sons de animais em duas condições experimentais: dentro de um ambiente isolado (estúdio) e nos locais de coleta dos sons. O suporte à criatividade foi avaliado através do protocolo de aferição CSI-NAP. Os resultados gerais mostraram níveis altos de usabilidade, com destaque para os fatores diversão e colaboração. Não houve tendências de diferenciação para as duas atividades realizadas – imitação e criação. Na comparação entre tipos de amostra tampouco houve diferenças. As atividades feitas no estúdio por sujeitos-músicos apresentaram as médias inferiores, mas não foi possível determinar se o impacto no desempenho foi motivado pelo perfil dos sujeitos ou pelo local da atividade. No entanto, uma análise mais refinada revelou o efeito da combinação de duas variáveis (tipo de amostra; local) no fator explorabilidade para os sons de animais e nos fatores explorabilidade, produtividade e concentração para os sons urbanos. À luz desses resultados, discutimos os conceitos de engajamento e explorabilidade nas atividades musicais ubíquas. No contexto da discussão teórica sobre criatividade, postulamos a possibilidade da existência de um fenômeno de atenção seletiva vinculado à atividade criativa fora do ambiente de laboratório.

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