CONTEMPORARY URBAN BRAZILIAN FICTION AND DISCOURSES OF POWER

Sophia Beal

Resumo


Abstract: Nelson Vieira has deftly defended contemporary Brazilian prose that pairs sophisticated narrative techniques with pulpy disquieting themes. With relationship to various authors (Roberto Drummond, Rubem Fonseca, Samuel Rawet, Sérgio Sant’Anna, and Dalton Trevisan), Vieira has argued that their fiction—in its combination of aesthetic innovation and uncomfortable subject matter—challenges discourses of power in Brazil’s everyday reality. These discourses of power involve bourgeois society’s rigid norms, hegemonic value systems, discrimination of marginalized groups, or reductive understandings of “high art” as pure and superior to mass culture. Drawing on Vieira’s insights on Brazilian contemporary urban fiction, this article first argues that the rise of Brazilian urban fiction can be understood not only as a response to urbanization, but also as reflective of a desire to aestheticize conflicts related to place, power, storytelling, and language. Next, the article argues that the first four novels of João Almino’s Brasília quintet—with the specific backdrop of Brazil’s capital city—contrast sophisticated form and pulp themes to examine the ties between language and authority as they relate to the hypocrisy and superficiality of its elite characters.

 

Keywords: João Almino; Nelson Vieira; Urban Brazilian fiction; Brasília

 

Resumo: Nelson Vieira defende a prosa brasileira contemporânea que combina técnicas narrativas sofisticadas com uma temática “pulp”. Em relação a vários autores (Roberto Drummond, Rubem Fonseca, Samuel Rawet, Sérgio Sant’Anna e Dalton Trevisan), Vieira argumenta que sua ficção – ao combinar inovação estética e assuntos inquietantes – desafia os discursos de poder no cotidiano do Brasil. Tais discursos envolvem normas rígidas da sociedade burguesa, sistemas de valores hegemônicos, discriminação de grupos marginalizados ou entendimentos redutivos da “alta arte” como pura e superior à cultura de massa. Com base nos insights de Vieira sobre a ficção urbana contemporânea brasileira, este artigo primeiramente argumenta que a ascensão da ficção urbana brasileira pode ser entendida não apenas como uma resposta à urbanização, mas também como reflexo de um desejo de estetizar conflitos relacionados a lugar, poder, narrativa e língua. Em seguida, o artigo conjectura que os quatro primeiros romances do quinteto de Brasília de João Almino – com o pano de fundo específico da capital brasileira – contrastam uma estética sofisticada e uma temática “pulp” para examinar os laços entre linguagem e autoridade relacionados à hipocrisia e à superficialidade dos personagens abastados. 

 

Palavras-chave: João Almino; Nelson Vieira; Ficção brasileira urbana; Brasília


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