QUINCAS BORBA: UM PASSO PARA TRÁS?

Paul Dixon

Resumo


Resumo: Tratando da posição do narrador de terceira pessoa de Quincas Borba, o artigo a compara com a dos narradores de primeira pessoa dos romances Memórias Póstumas de Brás Cubas e D. Casmurro, para evidenciar sua complementaridade e examinar as oscilações entre onisciência e a presença de um eu a manifestar-se discretamente. Discute o ceticismo velado da voz narrativa nesse texto, contrabalançado pela perspectiva da personagem D. Fernanda, que propõe a esperança num mundo de “simpatia universal”, como sinal da posição autoral de Machado.

Palavras-chave: Machado de Assis; Quincas Borba; Memórias Póstumas; narração impessoal e pessoal; ceticismo e esperança.

 

Abstract: Dealing with the third person narrator in Quincas Borba, this article compares it to the first person narrators of the novels Memórias Póstumas de Brás Cubas and D. Casmurro in order to highlight their complementarity and to examine in it the oscillations between omniscience and the presence of an I that manifests itself with discretion. It discusses the narrative voice’s veiled skepticism, counterbalanced by D. Fernanda’s viewpoint, which proposes hope in a world of “universal sympathy” as sign of Machado’s authorial position.  

Keywords: Machado de Assis; Quincas Borba; Memórias Póstumas; impersonal and personal narration; skepticism and hope.


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