CONFESSING DIASPORA FROM WITHIN: TRANSGRESSION AND AFRO-BRAZILIAN IDENTITY IN HELENA PARENTE CUNHA’S MULHER NO ESPELHO

Rebecca Marquis

Resumo


Abstract: This article explores the intersection of confessional discourse, race, and gender through the protagonist’s journey to the Afro-Brazilian diaspora in Helena Parente Cunha’s novel, Mulher no Espelho.  It examines the myth of racial democracy that was popularly embraced and disseminated throughout Brazil in the twentieth century and argues that the novel uses language and imagery to contest the invisibility of racial stratification. Through the protagonist’s confessional dialogue, she highlights the transgression of racial and gender norms in her own search for subjectivity, which mirrors issues pertinent to Brazil’s own transition to democracy as the dictatorship was coming to a close in the early 1980’s. Ultimately, Cunha’s novel forms part of a larger dialogue about race and national identity in Brazil .     

 

Keywords: Brazilian literature, 1900-1999, Helena Parente Cunha, Afro-Brazilian culture, Brazilian women, Gilberto Freyre, racial democracy, confession, race, candomblé, diaspora, transgression, dialogue, identity

 

Resumo: O artigo explora a interseção entre discurso confessional, raça e gênero através da viagem da protagonista à diáspora afro-brasileira no romance Mulher no Espelho, de Helena Parente Cunha.  Examina o mito da democracia racial que foi abraçado e disseminado durante todo o século XX no Brasil e propõe que no romance o uso da linguagem e imagens questiona a invisibilidade da estratificação racial.  Pelo diálogo confessional, a protagonista destaca a transgressão das normas raciais e sexuais na sua busca pela subjetividade, a qual reflete os temas relevantes à transição à democracia do Brasil nos anos iniciais da década dos 80. Argumenta que o romance de Cunha forma parte de um diálogo mais amplo sobre a raça e identidade nacional no Brasil.

 

Palavras-chave: Literatura brasileira, 1900-1999, Helena Parente Cunha, cultura afro-brasileira, mulheres brasileiras, Gilberto Freyre, democracia racial, confissão, raça, candomblé, diáspora, preto, transgressão, diálogo, identidade 


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