Novas dinâmicas territoriais no Ártico: cooperação ou nova Guerra Fria?

Enoil de SOUZA JÚNIOR, Kátia Kellem da ROSA, Jefferson Cardia SIMÕES

Resumo


O Ártico é uma das regiões do planeta mais sensíveis às mudanças climáticas e passa por drásticas mudanças ambientais, tais como a redução da área coberta por gelo marinho. Essas mudanças, aliada a demanda por novas áreas de produção de óleo e gás, transformaram o Ártico numa zona de tensão política. Após uma breve discussão dos recursos naturais disponíveis, este artigo analisa os interesses territoriais e as ações realizadas pelos países com uma costa ártica para explorar suas plataformas continentais e expandir suas Zonas Econômicas Exclusivas (ZEE), conforme permitido pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Esses países, EUA, Canadá, Dinamarca (Groenlândia), Islândia, Noruega e Rússia, procuram expandir suas áreas geográficas de interesse e ação para o Norte, para, principalmente, explorarem os recursos naturais encontrados no assoalho oceânico. Por outro lado, o cenário político é incerto para a região, principalmente se considerarmos o forte antagonismo entre os EUA e a Rússia. Essa tensão foi acentuada pela recente crise na Ucrânia, o qual poderá contribuir para a instabilidade das relações internacionais no Ártico. Por outro lado, à região está na pauta dos fóruns internacionais, e várias nações não polares, como a China e a Índia, já mostram forte interesse sobre o futuro do oceano Ártico e o tema começa a vir à tona no Brasil.

Palavras-chave


Ártico; Geopolítica; Território; Petróleo.

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