O professor, o livro didático e a realidade vivida pelo aluno como recursos para o ensino da geografia

João RUA

Resumo


O objetivo deste artigo é discutir as práticas que têm predominado (e ainda predominam) na maioria das salas de aula de Geografia e, principalmente, as relações que nelas se desenvolvem entre o professor, o livro didático e o aluno.

Tem-se clara a importância dos meios auxiliares (mapas, audio-visuais, jornais, textos avulsos etc), mas, numa realidade como a brasileira, para a grande maioria dos professores, os recursos usados são o livro didático e a própria criatividade do professor ao trazer para a sala de aula as vivências/experiências dos alunos, baseando nelas seu fazer cotidiano.

É um trabalho resultado de longa pesquisa efetuada para a dissertação de mestrado intitulada "Em busca da autonomia e da construção do conhecimento: o professor de Geografia e o livro didático", para a qual foram entrevistados dezenas de professores de 2° grau da rede oficial de escolas no município do Rio de Janeiro. É, também, fruto de pesquisas de novas metodologias de ensino de Geografia nas escolas secundárias e de larga experiência no ensino de 1° e 2° graus.

Com ele pretende-se discutir o papel do professor de Geografia como intelectual transformador (orgânico, no sentido gramsciano) da sociedade e dos homens que a constroem. Ao se enfatizar a importância da vivência/experiência no cotidiano escolar, deseja-se demonstrar ser possível trabalhar em direção à autonomia através da construção do conhecimento, mesmo a partir do livro didático, sem se sentir tolhido por ele.

 


Palavras-chave


Professor, livro didático, realidade vivida pelo aluno, recursos, ensino de geografia

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