A complexidade do espaço urbano em Porto Alegre

Benhur Pinos da COSTA

Resumo


A cidade polariza o capital de regiões próximas e é lugar de convergência de transportes regionais. Assim, a demanda por localização no centro da cidade é alta, causando uma grande aglomeração populacional e a verticalização arquitetônica. Nesse processo, o centro começa a selecionar atividades, tornando-se lugar de serviços especializados, comércio monopolístico e instituições financeiras. Serviços de consumo mais comuns instalam-se nos bairros periféricos acompanhando a população consumidora que também buscou fugir do congestionamento, poluição e criminalidade do centro. Indústria, comércio e população de maiores status sociais procuram novas localizações na periferia e aumentam as diferenciações espaciais na cidade. A população pobre também expulsa do centro e bairros periféricos com boa infra-estrutura, pois não pode pagar pelo alto preço dos imóveis. Esse processo agrava-se pela constante especulação imobiliária que busca novas formas de revalorização da terra, mesmo nas periferias distantes, que aproveita a instalação de serviços urbanos e infra-estrutura pelo Estado, empurrando os pobres ainda mais para a periferia. Concomitantemente, novos processos de resistência à expulsão e constantes invasões de terras vagas e áreas verdes são promovidas, dualizando configurações espaciais em poucas distâncias na cidade. Assim, cidades, como Porto Alegre, se tecem com contrastes e constantes segregações espaciais.


Palavras-chave


centro urbano, centralização e descentralização de atividades urbanas, apropriações e diferenciação dos espaços na cidade.

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