Contribuição ao estudo dos lagos costeiros do Rio Grande do Sul

Neida Maria dos Santos PACHECO

Resumo


Os corpos d'água costeiros do Rio Grande do Sul têm sido objeto de vários estudos, no que se refere aos aspectos morfológicos sedimentológicos, flsico-quimicos e biológicos.
No Domínio Costeiro do Rio Grande do Sul (SANTOS, 1986), o conjunto hidrogáfico caracteriza-se, sobretudo, pela ausência quase total de drenagem e pelo considerável número de corpos d'água, que ocorrem sob a forma de lagunas e lagoas, conforme mostra a Figura 1. Tais corpos d'água se mostram como os ambientes sedimentares mais vulneráveis da área costeira, em função da crescente atividade antrópica predatória.
No presente estudo, empregar-se-á o termo laguna no sentido de PHLEGER (1981), ou seja, um corpo d'água salobra ou salgada que foi represado por uma barreira arenosa, mas que ainda mantém comunicação com o mar por intermédio de um ou mais canais.
Do mesmo modo, adotar-se-á a designação lagoa com referência a lago costeiro. O termo lagoa foi introduzido no Brasil pelos portugueses, e é definido por FIGUEIREDO (1922) como sendo um pequeno lago próximo da costa. De acordo com HERBICH e HANEY (1982) o lago costeiro é um corpo d' água que foi completamente isolado do mar por processos costeiros.
Considerando que um ambiente sedimentar se caracteriza por ser física, química e biologicamente distinto das áreas adjacentes, é necessário, antes de mais nada, para a sua preservação, identificar e compreender os mecanismos que norteiam sua gênese e dinámica evolutiva.

Palavras-chave


lagos costeiros; Rio Grande do Sul

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