Santa Cruz do Sul & Oktoberfest: tradução ou tradição alemã?

Eduardo Marques MARTINS, Carla HIRT

Resumo


Os colonos alemães trouxeram consigo lembranças, sentimentos e valores que, mesmo longe de seu local de origem, continuaram cheios de significado. Esse conteúdo abstrato e ao mesmo tempo consistente foi o elo entre a comunidade e, acima de tudo, o sentido de existência/de história que permitiu vislumbrar em um ambiente estranho a própria terra, resultando na impressão na paisagem dos elementos norteadores desse ―conteúdo abstrato‖. Os objetos e as ações inovadoras dos imigrantes (re)constituiram/(re)construiram o espaço geográfico com características novas, transformando o local em lugar. Porém, o local também incitou adaptações: a paisagem passa a sofrer transformações e promover adaptações. Esse conjunto de reconfigurações é assimilado, acarretando o surgimento gradual de um novo significado tanto do lugar já localizado, como do lugar de origem. Nesse processo de (re)constituição/(re)construção do espaço geográfico, paisagem-marca, paisagem-matriz e cultura se constituem em fatores de ―identidade‖; transformando-se, com o passar do tempo (histórico), em consequência e causa de uma ―identidade territorial‖.

Palavras-chave


Paisagem; território; identidade; cultura germânica; Santa Cruz do Sul

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