A arquitetura curativa do Sanatório Santa Terezinha

Antonio Pedro Alves de Carvalho, Felix de Jesus Guedes, Cleiton Marques de Jesus Souza

Resumo


O presente artigo é resultado de uma das etapas de pesquisa acerca das questões históricas relativas ao meio ambiente de edificações de saúde em Salvador, financiada pelo CNPq, que teve a participação de bolsistas de iniciação científica e alunos de pós-graduação. Seu objetivo é estudar, através da análise das condições ambientais no Sanatório Santa Terezinha, inaugurado em 1942, em Salvador, BA, o planejamento de arquitetos modernistas para o uso da incidência solar e da ventilação cruzada como auxílio na cura da tuberculose, de forma a demonstrar que a arquitetura faria parte do processo curativo. A metodologia utilizada foi a comparação entre o modelo europeu e o utilizado no sanatório estudado, baseada em pesquisa bibliográfica sobre as características desse tipo de edificação, sendo posteriormente realizada visita, cadastro do edifício e análise de suas condicionantes climáticas com programas computacionais. Como resultado, pôde-se observar a intencionalidade dos arquitetos em proporcionar condições de incidência controlada de sol e de ventos que permitissem o conforto e o auxílio ao restabelecimento dos pacientes, de acordo com o paradigma médico da época. Na atualidade, há o retorno das preocupações ambientais e de humanização do espaço arquitetônico hospitalar. Espera-se que o planejamento climático constatado contribua como exemplo do uso da arquitetura como fator de apoio aos procedimentos de restabelecimento da saúde.


Palavras-chave


Arquitetura Hospitalar; Sanatórios; Modernismo; Conforto Climático.

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