Análise da correlação entre conforto e desempenho térmico em habitações de interesse social por simulação computacional

Autores

  • Tássio Luiz dos Santos Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Fernando Henrique Fiirst dos Santos Porto Universidade Católica Dom Bosco (UCDB)
  • Arthur Santos Silva Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)

Palavras-chave:

Desempenho térmico, conforto térmico, simulação computacional, habitação social, análise de sensibilidade

Resumo

No Brasil, a NBR 15220-3 foi a primeira norma que tratou sobre o tema desempenho térmico em habitações, seguida da NBR 15575-1, que apresenta dois métodos normativos para essa avaliação. Desses dois métodos, a simulação computacional é a mais indicada para a avaliação de desempenho térmico por analisar a edificação como um todo. Entretanto, o método não considera parâmetros de conforto térmico, pois o indicador de desempenho baseia-se somente nas diferenças de temperatura do ar. O objetivo deste trabalho é investigar correlações e divergências de desempenho térmico avaliado pelo método de simulação da NBR 15575-1, e o conforto térmico dos usuários de habitações de interesse social com base no modelo adaptativo. Para tanto, um projeto de habitação de interesse social foi simulado em cenários distintos e com configurações de envoltória diferentes, por meio de um experimento fatorial, e sob as mesmas circunstâncias foram feitas análises de sensibilidade das variáveis de entrada. Os resultados mostraram certa correlação entre o desempenho e o conforto térmico em alguns cenários, que pode ser justificada pelo fato de parte das variáveis mais influentes no desempenho ser a mesma no conforto, porém, é evidente a não eficácia do método normativo diante do conforto térmico.

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Biografia do Autor

Tássio Luiz dos Santos, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)

Mestrando no PPGEES (2017) da UFMS, com estudos na linha de pesquisa de Eficiência Energética. Pós-graduado em MBA em Gestão de Projetos pela Anhanguera Educacional (2015). Graduado em engenharia civil pela UNIDERP Anhanguera (2012). Atualmente trabalha no Laboratório de Análise e Desenvolvimento de Edifícios - LADE, desenvolvendo pesquisas na área de eficiência energética em edificações para acreditação do organismo de inspeção.

Fernando Henrique Fiirst dos Santos Porto, Universidade Católica Dom Bosco (UCDB)

Engenheiro Civil pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS (2013). Mestre em Eficiência Energética e Sustentabilidade pela mesma Universidade (2016), com linha de pesquisa em Eficiência Energética em Edificações. Ensino Médio pelo Colégio Militar de Campo Grande - CMCG (2008), finalizando o último ano em 1ª colocação. Atualmente é professor da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Áreas de interesse: Desempenho Térmico de Edificações, Eficiência Energética de Edificações, Simulação Termoenergética, Certificação e Etiquetagem de Edifícios, Conforto Ambiental, Planejamento de Obras, Gerenciamento de Projetos, Materiais de Construção Civil, Sistemas Estruturais.

Arthur Santos Silva, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)

É Professor Adjunto na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), na Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia (FAENG). É coordenador do Laboratório de Análise e Desenvolvimento de Edificações (Lade). É Doutor em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É docente dos cursos de graduação em Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo, e também no Mestrado do Programa de Pós-graduação em Eficiência Energética e Sustentabilidade (PPGEES/FAENG). Atua nas seguintes áreas de pesquisa: avaliação de desempenho de edificações; simulação computacional do desempenho térmico e energético de edificações; avaliação do nível de eficiência energética de edificações; análise de incertezas e sensibilidade em experimentos numéricos e computacionais; uso racional de água e energia em habitações de interesse social; tomada de decisão multicritério em alternativas de desempenho; otimização de desempenho de edificações.

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Publicado

2020-05-08

Edição

Seção

Artigos