Influência de métricas dinâmicas na avaliação do aproveitamento da luz natural em clima tropical

Alice Ruck Drummond Dias, Juliana Portela Vilar Carvalho, Viviane Diniz Hazboun, Aldomar Pedrini

Resumo


Este artigo visa contribuir para a discussão das métricas dinâmicas Maximum Daylight Autonomy (Damax [Autonomia de Luz Natural Máxima]) e Useful Daylight Illuminance (UDI [Iluminância Natural Útil]) em análises de desempenho da luz natural em clima tropical. Devido à alta luminosidade nos trópicos, os resultados dessas métricas podem não fornecer indicações adequadas de uniformidade e disponibilidade da luz no ambiente. Foram realizadas simulações dinâmicas no software Daysim de salas multiúso com um sistema de abertura sombreado. Os modelos combinam fator de céu visível (FCV alto, médio e baixo) e percentual de abertura de fachada (PAF 20%, 40%, 60% e 90%), e foram analisados para três situações de iluminância mínima: 100 lux, 300 lux e 500 lux. Planilhas eletrônicas foram utilizadas para adequar os critérios de UDI e DAmax. Foram consideradas as métricas de DAmax para 100 lux, 300 lux e 500 lux, e três intervalos de UDI (100-2.000 lux, 300-3.000 lux e 500-5.000 lux), comparando os resultados convencionais com DAmax e UDI propostos. Os resultados demonstraram que o intervalo convencional de UDI e DAmax desconsideram ocorrências significativas de luz natural útil e uniformidade em situações de grande luminosidade. O estudo contribui ao propor intervalos de UDI e DAmax mais adequados para análises de desempenho luminoso nos trópicos.


Palavras-chave


Iluminação natural; Uniformidade; Simulação computacional dinâmica





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