Avaliação experimental do espectrômetro Alta II e sua aplicação na normatização brasileira

Cláudia Donald Pereira, Deivis Luis Marinoski, Roberto Lamberts, Saulo Güths, Enedir Ghisi

Resumo


A normatização brasileira relacionada ao desempenho termoenergético de edificações tem procurado inserir a refletância ou a absortância solar em seus critérios de análise. O objetivo deste artigo é analisar a exatidão e a repetibilidade de medições de refletância com o espectrômetro Alta II, bem como a influência da luminosidade do ambiente e da rugosidade da superfície sobre os valores medidos. Foram realizadas três séries de medições, variando os espectrômetros utilizados, a exposição à luz, e a rugosidade da superfície avaliada. Medições com o espectrofotômetro Lambda 1050 serviram de referência. A análise demonstrou que os resultados podem apresentar imprecisão elevada, com incerteza de ±0,10 nos valores absolutos de refletância solar. Sendo assim, o usuário do espectrômetro Alta II deve utilizá-lo com precaução, considerando tal erro. Também foi possível observar neste estudo que o Alta II pode ser usado especialmente para análise de superfícies planas e lisas. Além disso, deve-se garantir que as medições sejam realizadas com o cuidado de evitar a infiltração de luz através da superfície de contato entre o equipamento e a amostra.


Palavras-chave


Medição; Refletância solar; Absortância solar; Normas; Alta II; Eficiência energética; Edificações

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