Estudo teórico e experimental de paredes esbeltas de alvenaria estrutural

Guilherme Aris Parsekian, Márcio Roberto Silva Corrêa, Guilherme Martins Lopes, Isabella Cavichiolli

Resumo


Um dos fatores a serem levados em conta no dimensionamento de elementos comprimidos é sua esbeltez. Até hoje no Brasil utiliza-se o conceito de esbeltez simplificado, no qual o comprimento de flambagem é determinado por uma altura efetiva (hef), e o raio de giração é substituído por um parâmetro chamado espessura efetiva (tef), para o cálculo de fator minorador de resistência. Outras normas de alvenaria estrutural, como as norte-americana, europeia e australiana, trazem também em sua formulação de cálculo da capacidade de carga de uma parede comprimida um fator redutor de resistência. Já a normalização canadense indica que seja feita uma análise mais próxima da realidade, considerando o equilíbrio na configuração deformada da parede (análise P-Delta). Um programa experimental que envolveu 18 ensaios de paredes de blocos cerâmicos e de concreto com elevada esbeltez, obtida com a utilização de blocos de pequena espessura, é aqui relatado. As previsões da capacidade de carga para o caso de blocos de concreto de geometria vazada foram próximas aos resultados dos ensaios. No caso dos blocos cerâmicos utilizados, de geometria complexa, com as paredes dos blocos também vazadas, apenas a aproximação da norma canadense permitiu obter com algum grau de segurança e proximidade os resultados dos ensaios. Paredes mais esbeltas e com blocos de geometrias complexas exigem procedimentos mais refinados para o cálculo, em que o processo P-Delta e a verificação da seção com material não resistente à tração podem ser uma solução.


Palavras-chave


alvenaria;esbeltez;resistência a compressão;compressão

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