Avaliação da eficiência das caixas retentoras de gordura prescritas pela NBR 8160:1999 como tanques de flotação natural

Sérgio Frederico Gnipper

Resumo


Este trabalho avalia a eficiência de funcionamento, segundo princípios da flotação natural, das caixas retentoras de gordura dimensionadas pelos critérios empíricos prescritos pela NBR 8160:1999. São apresentadas algumas características dos despejos gordurosos que ocorrem em sistemas prediais de esgoto sanitário, seguidas de uma revisão dos princípios de dimensionamento de tanques horizontais ideais de flotação natural. A seguir, discute-se a adequação desses princípios a caixas de gordura reais, e é apresentado o critério de avaliação de eficiência de remoção proposto por Fair et al., aplicando-o às caixas de gordura prescritas pela norma citada. A inexistência de câmara de entrada adequada provoca turbulência indesejável no escoamento interno, que retarda a flotação e reduz muito a eficiência. As caixas de gordura pequenas, simples e duplas, na maioria das vezes, acabam operando como simples caixas sifonadas. Conclui-se que os critérios normativos empíricos de dimensionamento em vigor resultam em caixas retentoras de gordura com desempenho acentuadamente baixo, operando com períodos de detenção muito aquém dos requeridos para a remoção eficiente de partículas de gordura com tamanhos desejados. Propõe-se que tais critérios sejam oportunamente revistos, fixando-se requisitos de desempenho adequado, de modo a possibilitar o seu dimensionamento como tanques de flotação natural.

Palavras-chave


Caixa de gordura; Flotação natural; Sistemas prediais de esgoto sanitário

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