Qualidade de campos visuais, SIG e percepção dos residentes de habitações de interesse social

Antonio Tarcisio da Luz Reis, Vítor Clos Ambrosini, Maria Cristina Dias Lay

Resumo


Este artigo investiga a qualidade estética de campos visuais a partir das salas de unidades habitacionais em conjuntos para população de baixa renda. É verificada a universalidade de resultados já obtidos em outros contextos urbanos, incluindo a importância das vistas e de seus elementos constituintes para residentes de habitação social, e a percepção da qualidade estética das vistas a partir das salas de suas moradias. Com o Sistema de Informação Geográfica (SIG), é desenvolvido um método que otimiza a descrição e análise dos campos visuais, considerando as suas características conforme as suas diferentes profundidades. Em 12 conjuntos habitacionais na região metropolitana de Porto Alegre, foram coletados dados por meio de métodos qualitativos e quantitativos, tais como entrevistas, levantamentos físicos e questionários aplicados a um total de 374 unidades habitacionais. A análise dos dados incluiu o uso de testes estatísticos não paramétricos, tais como Kruskal-Wallis e Spearman, além da análise pelo SIG. Os resultados mostram, por exemplo, que o impacto provocado pelos diferentes tipos de elementos constituintes das vistas é similar àqueles encontrados em estudos já realizados em outros contextos. O método de análise desenvolvido por meio do SIG indica que, a partir de certa distância, as barreiras visuais não interferem na qualidade estética dos campos visuais.

Palavras-chave


habitação de interesse social; qualidade estética; campos visuais; SIG; percepção dos residentes

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