Vantagens e desvantagens da utilização de peles-verdes em edificações residenciais em Porto Alegre segundo seus moradores

Mariene Valesan, Beatriz Fedrizzi, Miguel Aloysio Sattler

Resumo


Pele-verde (trepadeiras recobrindo fachadas de uma edificação, muro ou outro elemento vertical) é uma técnica de baixo impacto ambiental e com benefícios para a edificação e seu entorno. O presente trabalho analisa peles-verdes encontradas em edifícios residenciais em Porto Alegre, a partir da percepção de seus moradores, como os objetivos de gerar um registro da utilização dessa técnica e de discutir suas principais vantagens e desvantagens. A metodologia de pesquisa valeu-se de entrevistas em profundidade, estruturadas por questionários, aplicadas junto a moradores de 38 edificações (unifamiliares e multifamiliares) revestidas por peles-verdes. As peles-verdes analisadas são do tipo autoaderentes, utilizando-se das espécies Ficus pumila e Parthenocissus tricuspidata. Os entrevistados confirmaram como principais vantagens da técnica o embelezamento da paisagem, a integração do ambiente urbano e da natureza, os efeitos positivos para o bem-estar do homem e a melhoria da temperatura interna das edificações. A principal desvantagem citada foi o trabalho de manutenção do revestimento vegetal. Assim, esta pesquisa indica que a pele-verde é uma técnica que tem o potencial de melhorar o ambiente urbano e, por isso, o desenvolvimento de pesquisa sobre esse revestimento torna-se necessário.


Palavras-chave


Pele-verde; Percepção Ambiental; Conforto Ambiental; Vegetação; Edificações

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