Aplicabilidade dos limites da velocidade do ar para efeito de conforto térmico em climas quentes e úmidos

Autores

  • Christhina Candido Universidade Federal de Santa Catarina e Macquarie University of Sydney
  • Roberto Lamberts Universidade Federal de Santa Catarina
  • Leonardo Bittencourt Universidade Federal de Alagoas
  • Richard de Dear The University of Sydney

Palavras-chave:

Velocidade do ar, Conforto térmico, Normas

Resumo

Este trabalho discute os limites dados para a velocidade do ar pelas normas ASHRAE 55 (2004) e ISO 7730 (2005). Para tal, realizou-se uma análise comparativa entre os valores-limite para a velocidade do ar definidos por essas normas e as respostas dos usuários em relação à preferência e aceitabilidade do movimento do ar obtidas em experimentos de campo realizados em Maceió/AL. Resultados indicam que ambas as normas especificam valores para a velocidade do ar inferiores aos desejados pelos usuários. Os resultados da preferência do movimento do ar indicam que significativa percentagem dos usuários demanda “maior movimento do ar”. Quando associada às respostas da aceitabilidade do movimento do ar, a insatisfação dos usuários ficou mais evidente, assim como a demanda por maior velocidade do ar. O mesmo movimento de ar, considerado como inaceitável em climas frios e temperados, é desejado pelos usuários em climas úmidos. Nesse contexto, a aplicabilidade de limites máximos para a velocidade do ar provenientes de estudos com características climáticas diferentes deve ser evitada. Tais limites devem vir de resultados de experimentos de campo em ambientes naturalmente ventilados, onde os usuários possam utilizar de oportunidades adaptativas para reestabelecer o conforto térmico. Futuras normas brasileiras devem focar em tais questões, visando limites de velocidade que correspondam à expectativa dos usuários em climas quentes e úmidos.

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Biografia do Autor

Christhina Candido, Universidade Federal de Santa Catarina e Macquarie University of Sydney

Departamento de Engenharia Civil,

Roberto Lamberts, Universidade Federal de Santa Catarina

Leonardo Bittencourt, Universidade Federal de Alagoas

Richard de Dear, The University of Sydney

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Publicado

2010-08-14

Edição

Seção

Artigos